Bilhetinho cruel

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Um sujeito estava no bar e quando olhou para o relógio começou a ficar
desesperado ...


*Meu Deus já deu meia noite e eu tô aqui ainda !!! Minha mulher vai me
matar por chegar bêbado em casa à uma hora dessas*.

Então o amigo já experiente no assunto de chegar tarde , deu o
seguinte conselho:
Faz como eu faço com minha patroa; chega de mansinho, tira os sapatos e
entra no quarto sem fazer barulho..

Aí vai para debaixo do cobertor e, tirando a parte de baixo do pijama
dela, cai de boca, faz um oral pra ela delicioso.

Quando você terminar ela vai estar feliz e cansada, então vai virar
pro lado e não vai nem notar o horário e nem falar que você chegou
tarde, além de ficar super contente no dia seguinte.
Então o cara foi pra casa...

Entrou devagarzinho....

Abriu a porta do quarto sem fazer barulho...

Se dirigiu à cama e se meteu debaixo do lençol.
Subiu o vestido do pijama e caiu de boca.....

Se atracou com a mulher e deixou ela louca.
Ela gemeu baixinho, e de repente adormeceu.

Crente do bom trabalho que tinha feito e feliz sabendo que não ia
apanhar, foi ao banheiro tomar um banho
...
Quando chegou lá, viu um bilhete pendurado no espelho...

'QUERIDO, NÃO FAÇA BARULHO, POIS A MAMÃE VEIO NOS VISITAR E ESTÁ DORMINDO EM NOSSA CAMA !! QUANDO CHEGAR VÁ DORMIR COMIGO NO QUARTO DAS CRIANÇAS '.

Johnnie Walker Ser rico????

CONCURSO FOTOGRÁFICO ANIMAL MIX MATCH

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Concurso na internet cria animais bizarros; veja

Um concurso realizado por um site de fotografias na internet permitiu a "criação" de estranhas espécies de animais.

Os participantes foram convidados a utilizar um software de manipulação de imagens, o Avery, disponível gratuitamente no site.

Combinando fotos de dois ou até três bichos, os internautas apresentaram imagens que impressionaram pelo realismo.

As criações fizeram um grande sucesso, atraindo visitantes do mundo inteiro para o site Worth1000.com.







Fonte - BBC Brasil.

O TROCO

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Um milionário, de passagem por São Paulo, entra
no luxuosíssimo restaurante senta no piano bar.

Chama o Chef, pede uma dose de uísque Royal
Salute e reserva uma mesa para jantar.

Após a quarta dose indica ao Chef que irá para a
mesa, sendo atendido prontamente.

Sentado, consultando o Menu sem preços, se
surpreende quando o Chef, em pé ao seu lado diz:

- Doutor, é política da casa informar aos
clientes o valor das contas separadas da mesa, no seu caso a do piano bar:
sua despesa foi de R$ 0,60.

- Acho que houve um engano. Eu tomei quatro doses
de Royal Salute.

- Com todo o respeito, nós nunca nos enganamos:
quatro doses a 0,15 centavos cada dá exatamente 0,60 centavos.

- Tudo bem, não quero discutir, vamos à comida,
anote, por favor:

- Pois não...?

- De entrada eu quero caviar da Ucrânia com
lentilhas finlandesas; depois Salmão da Escandinávia com recheio de gengibre
sul-africano e batatas inglesas douradas em queijo de cabras francesas. Ah!
E para beber, um Rotchilld safra 1891.

- Ótima escolha Doutor, mas cabe a mim como chef,
alertá-lo que isso ficará um pouco caro.

- Olha amigo primeiro eu não perguntei o preço e,
segundo, estou achando que isso aqui é uma casa de malucos, mas já que você
quer, fale.

- Pois não Doutor, o seu pedido vai ficar em R$
18,00.

- Você está querendo me sacanear? Cadê o dono
dessa merda?

- Está lá em cima com a minha mulher.

- E o que é que ele está fazendo lá em cima com a
sua mulher?

- O mesmo que eu estou fazendo aqui embaixo com o
restaurante dele...

Verme gigante ataca corais em aquário britânico

domingo, 27 de dezembro de 2009

Funcionários de um aquário no sul da Grã-Bretanha descobriram, após meses de busca, que um verme marinho gigante vinha destruindo uma barreira de corais em exibição no local.

Os funcionários do Blue Reef Aquarium, em Newquay, notaram que muitos dos corais haviam sido danificados, mas não conseguiam saber por quê.

Eles passaram semanas protegendo e vigiando o local, sem achar a fonte dos estragos, até que decidiram revirar a barreira de corais, separando cada rocha uma a uma.

Ali eles encontraram um verme marinho da espécie Eunice aphroditois de cerca de 1,2 metros de comprimento.

'Filme de terror'

O animal só foi retirado do local depois de ser atraído por pedaços de peixe usados como isca. A operação consumiu 9 kg de linha, que ele mordia antes de ser fisgado.

"Não pude acreditar no que vi quando botei os olhos no culpado por tanta destruição", disse Matt Slater, curador do aquário. "Parecia uma criatura de filme de terror!".

"O bicho era tão comprido e tinha mandíbulas muito estranhas. Depois de fazer uma pesquisa, descobrimos ainda que esse verme é coberto por milhares de tentáculos capazes de picar outro animal e deixá-lo dormente para sempre."

O curador acredita que o verme chegou ao aquário ainda muito jovem, escondido em um rochedo povoado.

O animal, batizado de "Barry" pelos funcionários, agora está em exibição em seu próprio tanque, longe dos corais.

Fonte - BBC Brasil.:

Cadela encontrada

sábado, 26 de dezembro de 2009

Quem entrou a cachorrinha foi um chinês



Canteiro de obra

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Encontrado o Bob Espoja

ADEUS, MAMÃE....

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Estava fazendo compras no EXTRA SUPERMERCADOS, uma velhinha me seguia pelas
gôndolas, sempre sorrindo.

Eu parava para pegar algum produto, ela parava e sorria: uma graça a
velhinha!

Já na fila do caixa, ela estava na minha frente com seu carrinho
abarrotado, sorrindo:
-Espero não tê-lo incomodado; mas você se parece muito com meu falecido filho.....

Com um nó na garganta, respondi não haver problema, tudo estava bem.
-Posso lhe pedir algo incomum? disse-me a senhora idosa.
-Sim. Se eu puder lhe ajudar....

-Você pode se despedir de mim dizendo 'Adeus, mamãe, nos vemos depois?
Assim dizia meu filho querido... ficarei feliz!

-Claro senhora, não há nenhum problema, disse eu para alegria da velhinha.
A velhinha passou pela caixa registradora, se voltou sorrindo e, agitando sua mão, disse: -ADEUS, filho......
Cheio de amor e ternura, lhe respondi efusivamente:
-ADEUS mamãe, nos vemos depois?

-Sim... nos vemos depois querido.
Contente e satisfeito com o pouco de alegria dado à velhinha, passei minhas compras.
-R$ 554,00, diz a moça do caixa.
-Tá louca? Dois sabonetes e duas pilhas?
-Mais as compras da sua mãe..... ela disse que você pagaria!!!!!

- VELHA FILHA DA PU................!!!

Fala Zé

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Fábricas na Jamaica transformarão lixo em energia

O governo da Jamaica anunciou a construção de duas fábricas especializadas na transformação de lixo em energia. Uma empresa da Flórida foi contratada para a realização do projeto, segundo publicou a Associated Press.

As instalações farão com que o país economize aproximadamente US$ 60 milhões por ano destinados à importação de 700 mil barris de combustíveis fósseis, utilizados na geração de energia elétrica.

Quando finalizadas, as fábricas terão autonomia para gerar cerca de 18% da eletricidade necessária para abastecer o país, anunciou o ministro de Energia James Robertson.

Dell coloca painéis solares em estacionamento

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Nos Estados Unidos, a companhia de informática Dell criou uma solução que reúne consciência ambiental e conforto aos funcionários.

A empresa cobriu com painéis solares parte das vagas do estacionamento de uma de suas fábricas. As placas têm capacidade de gerar 130 kilowatts de energia solar, o que reduz a emissão de 145.000 lbs na atmosfera anualmente.

O projeto ainda conta com estações de recarga para veículos elétricos. Os terminais têm capacidade para reabastecer dois carros por vez.

Empresa desenvolve carregador solar para celulares

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A japonesa Sharp anunciou a fabricação de uma nova bateria para telefones celulares que é totalmente recarregada por energia solar. Um dos destaques do novo projeto é o fato dele apresentar um tamanho bastante reduzido (65.5 x 41 x 0.8 mm), algo que inviabilizava os projetos que dependiam de captação solar até então. A potência também aumentou: de 300mW para 450mW. Fabricantes de celulares já demonstraram grande interesse, e o produto deverá chegar no mercado no ano que vem.

Especial: Cop 15 - Copenhague 2009

Veja os principais pontos do acordo de Copenhague

A iniciativa americana batizada de Acordo de Copenhague foi a base de um acordo durante a Conferência das Nações Unidas sobre mudança climática, apesar da oposição de vários países.

Veja abaixo os principais pontos do acordo.

STATUS LEGAL

O acordo, fechado entre Estados Unidos, Brasil, China, Índia e África do Sul, não faz referência a um tratado com valor legal e nem prevê um prazo para que o texto seja transformado em um tratado com valor legal, como reivindicavam alguns países em desenvolvimentos e ambientalistas.

No entanto, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, disse que esta mudança de status precisa acontecer em 2010.

As 193 nações participando do encontro “tomaram nota” do documento, mas não o aprovaram, o que necessitaria do apoio unânime dos participantes. Ainda não está claro se o documento pode ser considerado um acordo formal da ONU.

AUMENTO DE TEMPERATURAS

O texto reconhece a necessidade de limitar o aumento das temperaturas globais a 2ºC acima dos níveis pré-industriais.

A linguagem no texto revela que 2ºC não é uma meta formal, mas que o grupo de países "reconhece a posição científica" de que a alta nas temperaturas deve ficar abaixo deste número.

No entanto, o acordo não identifica um ano de pico para as emissões de carbono, algo que gera oposição entre alguns países em desenvolvimento mais ricos.

Os países devem dizer até 1º de fevereiro de 2010 quais são suas propostas para cortar as emissões de carbono até 2020, mas o acordo não especifica punições para os países que fracassarem em cumprir suas promessas.

AJUDA FINANCEIRA

O acordo promete US$ 30 bilhões de ajuda para países em desenvolvimento nos próximos três anos. O texto também prevê o objetivo de oferecer US$ 100 bilhões por ano até 2020 para ajudar países pobres a lidar com os impactos da mudança climática.

O acordo diz que os países ricos devem juntos chegar aos US$ 100 bilhões e que o dinheiro deve vir de fontes variadas: "públicas e privadas, bilaterais e multilaterais, incluindo fontes alternativas de finanças".

Um fundo verde para o clima também será estabelecido pelo acordo. Ele vai financiar projetos em países em desenvolvimento relacionados a ações de mitigação (redução de emissões), adaptação, "construção de capacidade" e transferência de tecnologia.

TRANSPARÊNCIA NAS EMISSÕES

As promessas dos países ricos passarão por um exame detalhado segundo a Convenção sobre Mudança Climática das Nações Unidas (UNFCCC, na sigla em inglês).
Pelo acordo, países em desenvolvimento vão submeter propostas para cortar emissões segundo um método "que garanta que a soberania nacional seja respeitada".

REVISÃO DE AVANÇOS

A implementação do acordo de Copenhague será revista em 2015, cerca de um ano e meio após a próxima avaliação científica do clima global pelo IPCC, o Painel Intergovernamental para

Mudanças Climáticas.

No entanto, se em 2015 os participantes quiserem adotar uma nova meta, mais baixa, para o aumento da temperatura global, por exemplo 1,5ºC em vez de 2ºC, já seria tarde demais.

Reunião do clima acaba sem consenso sobre acordo

Eric Brücher Camara

Enviado especial da BBC Brasil a Copenhague

O secretário-geral da ONU disse que 'acordo' é um começo


Às 10h30m deste sábado, o presidente da 15ª conferência das Nações Unidas sobre mudança climática (COP 15), Philip Weech, anunciou que o encontro “tomou nota” do documento apresentado por um grupo de países liderado pelos Estados Unidos no dia anterior como “Acordo de Copenhague”.


Com isso, na prática, não se chegou a um consenso mesmo depois de duas semanas de negociações, com a participação de líderes de cerca de 120 países e com a intervenção direta do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon.


Além de tomar nota do “Acordo de Copenhague”, ficou acertado que os países que concordam com ele assinarão uma lista separada. Um acordo obrigatório e com valor legal ficou para 2010.

Ban Ki-Moon, entretanto, comemorou ter “selado um acordo”.


“O Acordo de Copenhague pode não ser tudo o que todos esperavam, mas é um começo importante”, disse o sul-coreano, acrescentando que dormiu apenas duas das últimas 48 horas.

Já para a representante de Granada, “ainda é cedo para saber se obtivemos sucesso ou fracassamos”.

“A história vai decidir o que esse acordo assinado aqui vai ser.”

Sem metas

O documento citado por Ban Ki-Moon não traz qualquer menção a metas de redução de emissões de gases que provocam o efeito estufa, embora defenda que o aumento da temperatura global seja limitado a 2ºC. Ele também não prevê a sua transformação em tratado com valor legal.

De acordo com a ONU, entretanto, mesmo sem o consenso em torno do documento, ele poderá ser “operacionalizado” no que diz respeito à criação imediata de um fundo de financiamento de cerca de US$ 10 bilhões por ano nos próximos três anos.

As verbas devem ser liberadas para ações de combate e adaptação às mudanças do clima nos países mais pobres do mundo.

Um dos países que mais se opôs ao “Acordo de Copenhague” foi a Venezuela, que fez questão de ressaltar que, embora tenha aceitado que se “tomasse nota” do documento, ele não foi aprovado.

“Não houve consenso. Esperamos que não se procurem artimanhas para forçar o acordo no futuro”, disse a representante venezuelana.

O encontro, que chegou a ser considerada o maior evento de cunho político da História, atraiu 45 mil pessoas a Copenhague.

Sem um acordo definitivo para combater a mudança do clima no planeta, serão necessárias novas negociações em 2010 para que uma nova estratégia global possa ser discutida.

“Vamos tentar chegar a um acordo obrigatório com valor legal até a COP 16, no México”, disse o secretário-geral.

Processo conturbado

Em uma mostra de como o processo em Copenhague foi conturbado, Weech foi o terceiro presidente da COP 15, substituindo o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, que há poucos dias assumira no lugar da ministra da Energia e do Meio Ambiente, Connie Hedegaard.

O Acordo de Copenhague foi selado na sexta-feira, entre o presidente americano, Barack Obama, e os presidentes de China, Brasil, Índia e África do Sul, depois de uma reunião de mais de duas horas.

“O que nós fizemos, foi procurar resgatar alguma coisa daqui, desbloquear essa questão do MRV (“mensurável, reportável e verificável”, no jargão), que estava bloqueando qualquer entendimento”, afirmou o embaixador extraordinário para mudança climática do Itamaraty, Sérgio Serra, acrescentando que Lula teve um papel de “protagonismo”.

Manifestantes protestaram contra o acordo anunciado por Obama


Essa operação de “resgate”, no entanto, acabou revoltando representantes de diversas delegações do bloco dos países em desenvolvimento, o G77.


“Os eventos de hoje representam o pior acontecimento na história das negociações sobre

mudança do clima. O Sudão não vai assinar esse acordo”, afirmou o embaixador Lumumba


Di-Aping, negociador-chefe sudanês, um dos primeiros a manifestar a insatisfação com o

documento publicamente.


Por volta das 3h, Tuvalu foi a primeira delegação a pedir a palavra, pouco depois de o presidente da reunião, o primeiro-ministro dinarquês, Lars Loekke Rasmussen, ter suspendido a plenária por uma hora, “para apreciação do texto”.

“Em termos bíblicos, parece que estão nos oferecendo 30 peças de prata para trair o nosso povo. Nosso futuro não está à venda. Lamento informá-lo de que Tuvalu não pode aceitar este documento”, disse o representante do pequeno país insular.

Irritação

Na sequência, discursaram representantes da Venezuela, Bolívia, Cuba, Costa Rica e Nicarágua – todos criticando duramente o processo que levou à criação do acordo anunciado por Obama e afirmando que não pretendem aceitá-lo.

O clima de irritação ficou ainda mais evidente quando o representante dos Estados Unidos, Jonathan Pershing, pediu a palavra.

Ele se preparava para falar quando representantes da Nicarágua, de pé e com as mãos abanando, o interromperam, exigindo a atenção de Rasmussen.

Depois de quase cinco minutos de indecisão e trocas de explicações, a Nicarágua acabou discursando, antes do representante americano.

O país centro-americano apresentou documentos da convenção do clima da ONU e pediu a suspensão da reunião e a reconvocação dela em junho de 2010.

Por volta das 4h de sábado (1h, em Brasília), o presidente da conferência a suspendeu “por alguns minutos”.

Consenso

Como o protocolo das Nações Unidas aceita apenas decisões por unanimidade, a oposição de apenas um país já seria suficiente para inviabilizar um acordo em Copenhague.

Pouco antes da retomada dos trabalhos na plenária, o presidente da Comissão Europeia, Manuel

Durão Barroso, também se disse frustrado com o documento anunciado como acordo de Copenhague.

“Este acordo é melhor do que nenhum acordo. Tem coisas boas e coisas não tão boas”, sintetizou Durão Barroso.

Entre os líderes que vieram à Dinamarca para a reunião climática estão: Luiz Inácio Lula da Silva; Barack Obama, dos Estados Unidos, Nicolas Sarkozy, da França; além da chanceler alemã, Angela Merkel; e do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

Em uma última tentativa de evitar um desastre completo em Copenhague, às 8h de sábado, o ministro da Mudança Climática britânico, Ed Miliband, fez uma proposta para que o documento fosse adotado como forma de operacionalizar os fundos disponibilizados por ele. A moção, no entanto, foi rapidamente vetada por algumas delegações.

Em seguida, Miliband voltou a pedir a palavra e “uma breve suspensão” dos trabalhos, para tentar negociar um acordo sobre o acordo.

A “breve” pausa durou cerca de duas horas e meia, nas quais o secretário-geral da ONU participou diretamente das negociações entre os diversos países envolvidos.

A solução encontrada pelo líder foi não aprovar o “Acordo de Copenhague”, mas apenas tomar nota dele, acrescentando uma lista com os países que o apoiaram.

Sarkozy defende a manutenção das metas de Kyoto

Eric Brücher Camara

Enviado especial da BBC Brasil a Copenhague

Sarkozy discursou pouco depois de Lula em Copenhague


Em discurso realizado na Conferência do Clima das Nações Unidas em Copenhague nesta quinta-feira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu a manutenção dos esforços para se atingir as metas estipuladas pelo Protocolo de Kyoto.


Manter Kyoto, acordo que estipula que apenas nações industrializadas cortem o nível de suas emissões, é um ponto defendido por nações em desenvolvimento, mas que encontra resistência entre países desenvolvidos.


"As pessoas querem manter Kyoto, OK, vamos manter Kyoto. Mas vamos chegar a um entendimento político abrangente", disse ele.

"Um fracasso em Copenhague seria uma catástrofe para cada um de nós. Se continuarmos desta forma, caminharemos para o fracasso", disse.

"Vamos nos dar seis meses após a Conferência de Copenhague para transformar compromissos políticos em um documento legal", completou.

A oferta de manter as metas de Kyoto destoou da posição defendida pela União Europeia, favorável a um novo acordo no qual todas as nações se comprometeriam a cortar emissões.

China e Estados Unidos, os dois maiores poluidores do mundo, também apresentam posições antagônicas, com os Estados Unidos defendendo que as emissões chinesas possam ser vistoriadas internacionalmente e o governo chinês afirmando que divulgará os números, mas não aceita intromissões em sua soberania.

"Alguns países em desenvolvimento não estão totalmente satisfeitos, mas os países principais parecem mais confiantes (à tarde) do que estavam pela manhã de que um acordo seria possível", afirmou o analista de meio ambiente da BBC, Richard Black.

Em Copenhague, Lula diz que reunião do clima ‘não é jogo’

Eric Brücher Camara


Enviado especial da BBC Brasil a Copenhague

Lula cobrou responsabilidade de países desenvolvidos


Adotando um tom duro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na reunião das Nações Unidas sobre mudança climática nesta quinta-feira, defendendo cortes de 40% nas emissões globais até 2020 e afirmando que as negociações "não são um jogo em que se pode esconder as cartas na manga".


Em recado direto aos países desenvolvidos, Lula cobrou que o financiamento para os países pobres deixe de ser "tímida promessa ou miragem" e pediu metas claras de corte de emissões dos países desenvolvidos.


"Podemos ser todos perdedores", alertou o presidente sobre o risco de não se chegar a um acordo em Copenhague.


Além dos cortes de 40% até 2020, Lula defendeu ações imediatas para evitar que o aumento da temperatura global ultrapasse 2ºC.

Responsabilidade

Lula afirmou que os países em desenvolvimento também têm responsabilidade de contribuir no combate às mudanças climáticas, desde que auxiliados, mas lembrou que "mesmo na ausência de contribuições", muitos já apresentaram propostas dos países ricos.

A principal mensagem do presidente brasileiro, entretanto, foi dirigida aos líderes dos países industrializados que participarão da conferência em Copenhague.

"Não há lugar para conformismo. É preciso assumir metas à altura da responsabilidade histórica e da ameaça que a mudança climática representa", disse Lula.

"A convenção (do clima) estabelece a obrigação de apoio financeiro e tecnológico."

O líder destacou a fragilidade dos países pobres "que já sentem os efeitos da mudança do clima" e aproveitou para defender a manutenção do Protocolo de Kyoto, que vence em 2012, mas cuja extensão está sendo negociada em Copenhague.

"(Ele) não pode ser substituído por instrumentos menos exigentes", afirmou Lula.

Brasil

Diante da plenária, Lula listou as ações de seu governo no combate à mudança do clima, entre elas, a recente aprovação no Congresso da lei que prevê a redução das emissões do país entre 36,1% e 38,9% até 2020.

"Isso custará ao país US$ 16 bilhões por ano", disse. "Não é uma proposta para barganhar. É um compromisso.”

Em seu discurso, Lula defendeu praticamente todas as questões que o Brasil vem negociando na reunião.

Entre elas, o uso limitado de mecanismos de mercado para financiar ações de combate ao clima.

O Brasil resiste a um uso mais amplo de créditos de carbono para pagar ações como Redd (redução de emissões por desmatamento e degradação) e outros.

Nesta quinta-feira, Lula se encontra com os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da Etiópia,

Meles Zenawi, antes de participar de um jantar oferecido para os dignatários pela rainha da

Dinamarca, Margareth 2ª.

Na sexta-feira, Lula e presidentes de cerca de 120 países, entre eles, o americano Barack

Obama, devem assinar um acordo resultante do encontro de Copenhague.

Apoio dos EUA a fundo de US$ 100 bi dá impulso à COP 15

Eric Brücher Camara

Enviado especial da BBC Brasil a Copenhague

Hillary manifestou o apoio americano a um fundo 'verde'


No mais claro sinal de que as negociações finalmente poderiam ser destravadas na reunião das


Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton,

anunciou nesta quinta-feira em Copenhague o apoio a um fundo de financiamento de longo prazo de US$ 100 bilhões por ano até 2020.


A participação americana no fundo sugerido – que prevê ainda condicionantes para a liberação de verbas – não foi especificada.


O dinheiro seria usado para o combate às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento, uma das principais exigências do grupo na conferência do clima. Na quarta-feira, representantes da União Europeia (UE) e da União Africana (UA) já tinham defendido a criação de um fundo de

longo prazo.

Em uma entrevista coletiva conjunta, o presidente da UA, Meles Zenawithe, o presidente da UE,

Fredrik Reinfeldt, e o presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), José Manuel

Durão Barroso, haviam falado em verbas de US$ 100 bilhões por ano para os países em desenvolvimento até 2020.

Segundo o plano apresentado, o financiamento começaria em 2013, chegando a US$ 50 bilhões em 2015, até atingir os US$ 100 bilhões de 2020.

Mudança de humor

Tanto o anúncio americano quanto o europeu e africano, entretanto, não deixam claro quanto os países estariam dispostos a pagar ou de onde sairiam as verbas.

Mas os anúncios contribuíram para uma ligeira mudança de humor na conferência de

Copenhague. Um reflexo do otimismo foi a frase que abriu a entrevista coletiva do secretário-executivo para mudanças climáticas da ONU, Yvo de Boer, nesta quinta-feira.

“Senhoras e senhores, segurem-se e cuidado com as portas. O bonde vai partir”, brincou o diplomata, que no dia anterior havia afirmado que o “bonde” estava parado.

O apoio ao fundo de longo prazo foi elogiado por várias organizações não-governamentais.

O Fundo de Defesa do Meio Ambiente (EDF, na sigla em inglês) destacou as palavras usadas por Hillary Clinton, que disse que transparência é um fator decisivo para que um acordo seja alcançado.

“Transparência, saber se os países vão cumprir os seus compromissos, é a base de um esforço coletivo global”, afirmou Fred Krupp, do EDF.

O porta-voz da ONG Oxfam Internacional, David Waskow, também comentou o compromisso assumido pelos Estados Unidos.

Para a ONG, no entanto, é fundamental que o financiamento saia do orçamento dos países ricos.

“O apoio aos países pobres não pode ser deixado ao sabor dos mercados. É absolutamente crucial que o dinheiro venha de fontes públicas e que seja adicional às contribuições de ajuda que já vêm sendo feitas”, disse Waskow.

Obama

O presidente Americano, Barack Obama, deve chegar ao encontro na sexta-feira, e as expectativas sobre a participação dele são grandes.

O Greenpeace, embora tenha aplaudido o anúncio de Hillary Clinton, lembrou que a secretária de Estado não anunciou aumentos nas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa, outro grande obstáculo nas negociações.

“As metas inadequadas de 3% até 2020 (aos níveis de 1990) e a contínua resistência a um acordo obrigatório com valor legal continuam como os principais entraves para um acordo bem-sucedido. Obama precisa trazer ambos quando chegar”, afirmou Martin Kaiser, consultor de política climática do Greenpeace.

Chefes de governo, ministros e representantes de 192 países têm até sexta-feira para desentravar as negociações sobre:

  • Metas de redução para países desenvolvidos. Até o momento, não existe consenso sobre um número ou mesmo em que forma essas metas seriam apresentadas – como extensão do Protocolo de Kyoto para os seus signatários (incluindo os países ricos, com exceção dos Estados Unidos) ou em um novo tratado incluindo os americanos.
  • Obrigações para os países em desenvolvimento. Os Estados Unidos exigem metas obrigatórias para os emergentes, mas a ideia é rejeitada categoricamente por China e Índia, que acusam os americanos de estarem fugindo à sua responsabilidade histórica por causa de suas altas emissões até hoje.
  • Financiamento. A proposta de um fundo de US$ 10 bilhões por ano, para os próximos três anos. Mas ainda não está claro de onde sairiam estes recursos e quem faria as contribuições. O mesmo se aplica ao fundo de até US$ 100 bilhões até 2020.


Ban Ki-Moon diz a 'FT' que acordo sobre clima pode não incluir ajuda financeira

Secretário-geral da ONU disse que há outros assuntos importantes


O secretário-geral da ONU disse que um acordo final na Conferência sobre mudanças climáticas em Copenhague, pode não incluir a ajuda financeira prometida aos países em desenvolvimento, diz a manchete do jornal britânico Financial Times nesta quarta-feira.


Segundo o diário, a admissão de Ban Ki-Moon "vai enfurecer as nações mais pobres e potencialmente aniquilar um acordo amplo" em Copenhague.


Em entrevista ao FT, a apenas três dias antes do fim da conferência, Ban Ki-Moon afirmou que o acordo poderá ser assinado "sem um firme compromisso das nações desenvolvidas a longo prazo para ajudar os países pobres a combater o aquecimento global.

“Podemos começar o próximo ano discutindo este assunto”, disse o secretário-geral da ONU ao jornal.

A ajuda financeira dos países ricos aos países em desenvolvimento é vista como um dos quatro elementos essenciais para que seja fechado um acordo em Copenhague, afirma o diário britânico.

“Os países em desenvolvimento há muito tempo insistem que qualquer acordo em Copenhague tem que incluir garantias de que eles receberiam ajuda financeira de pelo menos US$ 100 bilhões por ano até 2020, uma exigência a qual resistem alguns dos países mais ricos, inclusive os

Estados Unidos”, afirma o FT.

Ban Ki-Moon disse ao jornal que não tem certeza se será possível chegar a um acordo sobre o financiamento a longo prazo, e afirmou que o valor desta ajuda não deve ser a única discussão, já que há muitas outras questões importantes.

“Mas Ban também disse que os países desenvolvidos devem começar imediatamente a negociar seu compromisso de longo prazo com os países em desenvolvimento, para alcançar o maior progresso possível em Copenhague”, diz o jornal.

“Acho que eles precisam começar a discutir o assunto o mais rapidamente possível”, disse Ban ao diário.

“Tendo sido feitos na véspera da chegada da maioria dos esperados 115 líderes nacionais em Copenhague, os comentários de Ban podem provocar mais distúrbios nas negociações, com apenas três dias para que seja concluído um acordo”, escreve o FT.

Entenda o REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação)

Mecanismo REDD quer reduzir o nível de emissões geradas por desmatamento


James Painter


Especialista em América Latina


Uma das discussões mais esperadas entre os países presentes na reunião da ONU, em Copenhague, é a que tentará estabelecer os termos do mecanismos de incentivo à preservação ambiental.


Uma das propostas prevê o pagamento por parte de empresas e países industrializados aos países pobres visando o desenvolvimento de projetos de preservação ambiental. Um desses mecanismos é o REDD que como as outras propostas, é cercado de grande polêmica.

O que significa REDD?

REDD é uma sigla inglês: Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation in

Developing Countries. (Reduzindo as Emissões geradas com Desmatamento e Degradação

Florestal nos Países em Desenvolvimento)

O que é o REDD?

É um mecanismo de compensação financeira para os países em desenvolvimento ou para comunidades desses países, pela preservação de suas florestas. O REDD é visto como uma forma fundamental de redução da quantidade de CO2 lançada na atmosfera por conta do desmatamento em todo o mundo, causadora do aquecimento global. Nos últimos anos, o REDD se tornou ponto central das negociações de um novo acordo sobre o clima.

Por que o REDD é tão importante?

Estima-se que o desmatamento seja responsável por quase 20% do total das emissões anuais globais dos gases causadores do efeito estufa (GHG na sigla em inglês). Para a maioria dos especialistas o volume das emissões deste tipo é comparável às emissões de todos os países da União Europeia, e supera o total emitido globalmente pelo setor de transporte (incluindo todos os carros, caminhões, aviões, navios e trens em todo o mundo). Para alguns especialistas, incluindo Nick Stern, o REDD representa a maior oportunidade isolada de redução imediata, e de maior custo efetivo, da emissão de GHG. Eles argumentam que outras opções mais tecnológicas, como a captura e armazenamento de carbono, são muito mais caras e poderiam levar muitos anos para serem implementadas em larga escala.

Como o desmatamento causa emissão de CO2?

Uma enorme quantidade de carbono é armazenada nas árvores e no solo das florestas tropicais.

Quando as ávores são queimadas para criar espaço para agricultura, o carbono retido é liberado na atmosfera na forma de dióxido de carbono que é um dos gases causadores do efeito estufa, acelerando assim as mudanças climáticas. As principais causas para o desmatamento nas regiões tropicais são a criação de áreas de pastagem e a criação de espaço para a agrigultura comercial.

Quais são os países-chave do REDD?

Segundo o World Resources Institute (WRI), na década de 90 o Brasil e a Indonésia eram responsáveis por cerca de metade das emissões geradas pelo desmatamento. Atualmente, o ranking global de emissões do WRI coloca o Brasil em quarto e a Indonésia em terceiro lugar, imediatamente atrás da China e dos EUA, incluídas as emissões de GHG geradas pelo desmatamento. A República Democrática do Congo também é um dos maiores emissores.

Vários dos chamados países com áreas florestais são membros da Coalizão de Nações com Florestas Tropicais, que tem participação importante nas negociações do REDD (especialmente Papua Nova Guiné).

Os projetos do REDD já existem na prática?

Sim, vários projetos pilotos já estão em operação em diversas partes do mundo.

  • Na Indonésia existem mais de 10 projetos, incluindo o Ulu Masen na província de Aceh, que é financiado parcialmente pelo banco americano Merrill Lynch.
  • O Brasil tem vários projetos em andamento, incluindo o projeto da Reserva Juma no Estado do Amazonas.
  • O governo da Noruega anunciou recentemente que vai pagar US$ 250 milhões à Guiana para que suas florestas tropicais sejam preservadas.
  • O Banco Mundial está implementando projetos de REDD em 35 países.

Como esses projetos funcionam?

De maneiras diferentes. A ideia do projeto Ulu Masen da Indonésia, é que inicialmente seja calculado o quanto de lançamento de carbono na atmosfera é evitado por não se derrubar a floresta. Estas economias são convertidas nos chamados “créditos de carbono”, que em seguida são vendidos aos países ricos ou a empresas dispostas a pagar a outros pela redução de emissões de GHG que não estão fazendo. O dinheiro gerado na venda desses créditos é então investido na proteção das florestas e na melhoria da condição de vida das comunidades localizadas nas regiões florestais. O objetivo é dar aos moradores locais incentivo suficiente para que deixem de derrubar árvores.

No Brasil, as famílias que vivem na Reserva de Juma recebem um cartão de débito, e caso as inspeções feitas regularmente confirmem que as árvores permanecem intocadas, eles recebem um crédito na conta de US$ 30 por mês. A Coca-Cola e a cadeia de hotéis Marriott participam do projeto.

Como funcionará o REDD no futuro?

Existem várias propostas de como o mecanismo deve funcionar e como deve ser financiado. Elas estão divididas em três grandes categorias:

  • Mecanismos de mercado: Os países que reduzirem o desmatamento ganhariam créditos pela diminuição do nível de emissão de carbono, que seriam então vendidos nos mercados internacionais de carbono;
  • Fundos governamentais: seria criado um fundo que receberia verba internacional e que funcionaria de modo semelhante aos programas de ajuda oficial que é dada pelos países ricos aos países pobres. Um bom exemplo é o Fundo para a Amazônia, criado pelo Brasil com o qual a Noruega prometeu colaborar com US$ 1 bilhão.
  • Uma combinação dos dois acima.


Nas negociações ainda se debate se os projetos REDD deveriam ser administrados e financiados num nível nacional ou ‘sub-nacional’.

Que volume de dinheiro está envolvido no mecanismo?

Segundo o Relatório Stern, inicialmente serão precisos pelo menos US$ 5 bilhões por ano para os oito países responsáveis por 70% das emissões de GHG geradas a partir do desmatamento.

Já o Relatório Eliasch (encomendado pelo primeiro-ministro britânico Gordon Brown) sugere que serão necessários entre US$ 18 e US$ 26 bilhões por ano para reduzir pela metade o nível atual de desmatamento até 2020.

É viável?

A ONU acredita que os diversos mecanismos a serem implementados poderão levantar até US$ 30 bilhões por ano a serem direcionados para projetos em países em desenvolvimento.

O resultado da votação do Congresso Americano do projeto de lei que regulamenta o mercado de carbonos é crucial para determinar o nível de fundos que serão gerados pelo mecanismo de REDD.

A atual proposta para estabelecimento do mercado de carbono inclui a possibilidade de empresas e outras entidades de deduzir uma porcentagem da redução de emissões de carbono através dos mecanismos de REDD.

Existem diversos mercados de carbono em operação em todo mundo (como o da União Europeia) e outros cuja proposta de criação está sendo debatida (EUA, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul), mas a difícil tarefa será harmonizar o funcionamento deles.

Quais são os maiores problemas do REDD?

Os principais problemas são:

Mecanismos de mercado: Os críticos afirmam que os mecanismos de dedução darão às empresas e governos de países ricos a oportunidade de cumprir as metas internacionais sem que tenham que cortar suas emissões. Diversos países, como o Brasil, China e Bolívia, já disseram que o REDD não pode vir a ser usado pelos grandes emissores de CO2 como forma de evitar suas obrigações de cumprir as metas de redução internas.

O Greenpeace argumenta que a adoção de um mecanismo de créditos florestais vai inundar o mercado com deduções baratas, reduzindo o preço do carbono e diminuindo o incentivo aos países industrializados e empresas a cortar suas emissões.

Monitoramento: Como poderá ser medido o nível de desmatamento para saber se houve redução? Interromper o desmatamento em uma determinada área poderá deslocar os madeireiros para outra (fenômeno conhecido como ‘vazamento’).

Medição das emissões de carbono: Como quantificar o carbono armazenado numa floresta, e quanto em emissões de carbono está sendo evitado com a preservação de determinada floresta?

Corrupção: Alguns dos países com áreas florestais extensas estão entre os mais corruptos do mundo.

Como pode se garantir que o dinheiro vai ser aplicado nas comunidades que dependem da floresta para sobreviver, ao invés de acabar nas mãos de políticos corruptos ou empresas que operam no setor de agronegócio?

Várias comunidades indígenas estão preocupadas achando que acabarão não sendo beneficiadas.

Propriedade da terra: Atribuir um valor às florestas pode acabar incentivando invasões e grilagem, especialmente se considerarmos que em vários países a definição da propriedade rural é vaga e altamente questionável.

Então por que se preocupar?

Os que defendem a implantação do REDD argumentam que não será fácil mas que esses problemas poderão ser resolvidos ou pelo menos amenizados.

O Brasil, por exemplo, já possui um sofisticado sistema de satélite para monitorar o desmatamento e o governo está disposto a partilhá-lo com outros países. A Noruega, que é um dos principais países financiadores do REDD, afirma que um país só se qualificará a receber o dinheiro se comprovar que foram criados mecanismos eficazes anticorrupção.

Sairá algum acordo da reunião de Copenhague?

O Protocolo de Kyoto, atualmente em vigor, não permite que países em desenvolvimento vendam créditos gerados por programas que evitem desmatamento. O plantio de novas árvores é levado em conta mas não o fato de não se derrubar as árvores já existentes. É provável que em Copenhague se decidam as linhas gerais de um acordo que mude a posição atual e reconheça a importância do REDD, mas muitos detalhes ainda terão que ser negociados. Entre eles, formas de garantir que as comunidades locais sejam beneficiadas, que as florestas não serão transformadas em plantações, e a inclusão de projetos que protejam a biodiversidade

(conhecidos como REDD-plus).


Slide 1
Iniciativas locais de combate às mudanças climáticas globais

Usando tecnologia para combater as mudanças climáticas

Como funciona o mercado de carbono


Fonte BBC - Brasil

Rastrear em tempo real, a posição da Estação Espacial Internacional ISS .